Revolução Alimentar

 

 

"Defender a vida na sua diversidade"

                                                                                  Vandana Shiva

 

 

 

A Vida se manifesta junto a uma profunda criatividade desta terra. Dela

colhemos frutos diversos, coloridos, saborosos que alimentam uma rede

solidária como uma fonte de energia refinada, de vida. Unir-se a essa fonte,

recuperando as raízes que sempre estiveram dando a nutrição a esse planeta,

é voltar a se conectar com a intimidade da criação.

 

Defrontamo-nos com imensas cadeias que aprisionam a vida desde essa essência,

desde as sementes e métodos de produção,  uma rede que consome venenos e

desertifica solos produtivos. Encontramos alimentos modificados geneticamente

em nossa  mesa, no nosso cotidiano.

 

E de onde provêm os alimentos?

Sabemos manejar, plantar e colher?

Os conhecemos?

 

 

A ONG Pachamama sensibilizada em proteger e resgatar os valores relativos a TERRA, tem como uma das áreas de serviços projetos que se interligam à chamada Revolução Alimentar, tão combatida desde a conhecida Revolução Verde e hoje mascarada pela Economia Verde / Capitalismo Verde.  Por que a Revolução Alimentar é essencial?

 

  1. Corremos risco de ficar sem alimentos ou sem a diversidade deles (a variedade dentro das espécies é fundamental para a segurança alimentar);

  2. As corporações dominam a alimentação, por isso é preciso que o consumo de alimentos sejam oriundos das agriculturas familiar e tradicional;

  3. Há uma iminente ação devastadora dos transgênicos, do patenteamento de culturas e uso de agrotóxicos.

 

 

Para ajudar a realizar uma mudança de paradigma nos alinhamos em quatro frentes de ação:

 

a) Semear sistemas agrícolas sustentáveis, tal como a Agrofloresta

A nossa primeira Agrofloresta foi implementada em uma das Comunidades Campesinas (Nhanderu’ete) do movimento no ano de 2012 e conta com várias culturas agrícolas aliadas com a florestal. Com este novo modelo de produção, valoriza-se, preserva e cultiva a produção de alimentos desde a Biodiversidade de Pachamama (ao contrário da monocultura).

Hoje as hortas e agroflorestas são realidade em todos os espaços comunitários do Movimento Nación Pachamama, que busca aliar o plantio, o cuidado com a terra, a soberania alimentar com a educação. É o caso do Projeto chamado "Quintal-Escola Intihuatana", da Casa Coletiva Intihuatana que está localizada em Sabiaguaba, Fortaleza - Brasil. Dentro deste, pretende-se melhorar os cultivos aos quais já nos dedicamos, como horta, espiral de ervas, agrofloresta, criação de galinhas e abelhas nativas Jandaíra, jardinagem poética, e integrá-los para oferecer ensinamentos permeados pela beleza da Mística Andina. 

"Nosso quintal é maior do que o mundo, plantamos sementes de amor à Pachamama" Casa Coletiva Intihuatana

Curso de Agricultura Urbana em parceria com Chaski Hortas Urbanas na Comunidade Campesina Santuário Nhanderu’ete

Dia de Minga - Plantio de Frutíferas na agrofloresta de Nhanderu’ete

 

 

 

CONHEÇA NOSSAS COMUNIDADES CAMPESINAS

b) Empoderamento social no cultivo dos alimentos

Nas Comunidades Campesinas do Movimento Nación Pachamama, hortas são cultivadas, desenvolvidas e experimentadas pelas mãos de hermanos e hermanas (que conhecem ou não a lida com a Terra), por isso foram criados espaços para aprendizado e trabalho no manejo e cultivo de alimentos. Nossas comunidades são laboratórios vivos, em que experienciamos na prática tudo o que sonhamos para o mundo.

Junto a isso, incentiva-se que os ativistas da Nación Pachamama espalhados em todo o Brasil e mundo, valendo-se das leis de incentivo à agricultura urbana em suas cidades, ocupem espaços para criação de hortas comunitárias a fim de promover a soberania alimentar, a ressignificação do contato com o alimento e impactando nas relações coletivas com os moradores envolvidos no cuidado comunitário, além de preencher o concreto com verde.

c) Respeito e Proteção das Sementes Crioulas

Por volta dos anos 60, com a chamada Revolução Verde, houve um intenso trabalho por parte de grandes multinacionais, da mídia e com o apoio do aparato institucional de técnicos e engenheiros agrícolas que se prestaram ao serviço de desestimular o uso das sementes crioulas que seriam substituídas pelas sementes transgênicas, juntamente com a crença de que se alcançaria maior produtividade através do uso de adubação química, agrotóxicos e com a utilização de sementes “melhoradas geneticamente”. Hoje já é visivel e sabido que tudo não passou de uma grande jogada em que poucos ganham e muitos perdem, culminando em um ciclo de dependência em que agricultores e agricultoras a dependerem cada vez mais dos produtos químicos produzidos por essas multinacionais, além de uma imensa cadeia de destruição contaminando e envenenando todas as formas de vida na terra. 

Desde o inicio de nossa caminhada enquanto coletivo e instituição trabalhamos para incentivar a formação de bancos de sementes nativas para guardar, semear, trocar e plantar e entre todas as comunidades fazemos esse intercambio de culturas e saberes, fortalecendo também as redes nacionais que mantem a tradição do cuidado e cultivo natural, agroecológico, como as Feiras de Sementes Crioulas que estão cada vez mais fortalecidas.

De todas as sementes crioulas às de milho guarani, Avaty-ete e Abatí são as mais abundantes. 

Também cultivamos e resgatamos a cultura da araruta da extinção. A Araruta é uma raíz e alimento riquíssimo que segundo a extensionista social da Empaer, Elicinéia Fortes o motivo da extinção seria a entrada de outras féculas, como a de trigo, milho e principalmente a da mandioca, muitas vezes vendida como se fosse de araruta. Originária das regiões tropicais da América do Sul, a araruta possui folhas que podem atingir até 30 centímetros de comprimento e possui uma raiz de fécula branca. Fonte de fécula facilmente absorvível pelo organismo, a araruta foi inicialmente utilizada pelos indígenas, o que foi copiado pelos colonizadores. No entanto, o cultivo perdeu espaço nos últimos 50 anos.

d) Conscientização do consumo de alimentos orgânicos

Ao longo de toda a geografia da Nación Pachamama, incentivamos o plantio e o consumo de alimentos saudáveis. Acreditamos em uma relação harmoniosa com os animais e além de hortas também desenvolvemos o cultivo de abelhas e a criação de galinhas levando em consideração o cuidado entre todos para que os alimentos sejam fruto da entrega carinhosa da vida em seu ritmo natural. 

Duas vezes ao ano, nos equinócios de março e setembro, na Prática dos 21 dias, realizamos uma desintoxicação e orientamos a todos os praticantes que consumam alimentos livres de agrotóxicos e cheios de prana – Conheça a Prática dos 21 dias.

Além disso, a ONG Pachamama apoia a Associação do Projeto Taquari em Campina Grande do Sul e incentiva dentre muitas atividades oferecidas pela Associação a produção de alimentos agroecológicos em espaços comunitários com agricultura familiar e estimula a educação ambiental da população ao realizar o Projeto Câmbio Verde, em que materiais recicláveis são trocados por alimento produzido pelas agricultoras e agricultores da região nas hortas comunitárias.

 

Conheça esse Projeto de Hortas Comunitárias e entenda os benefícios sociais e ambientais de incentivar o plantio comunitário.

Veja a recente matéria sobre as Hortas Comunitárias do Projeto Taquari. 

O Ecossocialismo na vivência comunitária

Assim como o ar, o sol, a água, a terra são de todos e para todos, as abelhas cultivadas nas comunidades campesinas do Movimento Nación Pachamama prestam um serviço à toda a humanidade, todos nos beneficiamos quando alguém se dispõe a cuidá-las e preservá-las!

APOIE A INICIATIVA E DOE UMA CAIXA DE MEL!

PARA CONHECER MAIS SOBRE O PROJETO DE IMPLEMENTAÇÃO DE APIÁRIO

NA COMUNIDADE DE CASAMAMAMA ARCO-ÍRIS

CLIQUE AQUI

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Para saber mais sobre Revolução Alimentar, recomendamos o video:

MUDA TUDO

 

Os grandes centros urbanos carecem de verde!

Após algumas assembleias realizadas pelo Brasil, em um ato criativo, os ativistas da Nación Pachamama iniciam o projeto “MUDA TUDO”.

A iniciativa vem da sensibilidade junto aos espaços onde vivemos e como uma Ação para provocar a indiferença do Homem para com a Vida, preenchendo o cinza e o asfalto com Mudas; uma militância poética e ativa invadirá os centros urbanos, instigando o cuidado coletivo com o que foi plantado.

Os ativistas, observando o descaso com o tema da água nas cidades (como a seca no estado de São Paulo em face do desmatamento), da difusão da alimentação industrial, da perseverança dos agrotóxicos, dos transgênicos, do monopólio das sementes, da fome e da deseducação do cultivo da terra em casas e famílias, acreditam que o MUDA TUDO provocará esta secura com muitas doses de ousadia, amor e resistência.

Mesclando arte e meio ambiente, as ações estão presentes nos espaços comuns (ruas), onde serão plantadas e entregues, com muita arte, mudas de alimentos orgânicos, árvores e flores, brincando com o trânsito em grandes avenidas, pontos de ônibus, saídas de escolas, ruas com grande circulação de pedestres, etc.

 

 

 

Acesse a cartilha sobre preparo de mudas do projeto Muda Tudo: